Audiovisual Paraibano em Destaque
Nesta próxima
terça-feira (10) serão lançados três curtas em João Pessoa
Filmes recém-premiados no Festival Comunicurtas, que teve como palco o Teatro Municipal Severino Cabral, em Campina Grande, serão lançados nesta próxima terça-feira, dia 10 de setembro, a partir das 21h, no Mag Shopping, na Sala 3 do Cine Espaço Mag Shopping, em Manaíra, na capital paraibana, com entrada franca.
O Terceiro Velho, Transmutação e A Queima são
os três curtas-metragens que serão exibidos para o público que anseia por bons
resultados no cinema local, e nessas obras encontramos qualidade, talento e,
acima de tudo, comprometimento com a “cara” de nossa cultura. O primeiro é uma
ficção que tem Marcus Vilar como diretor, e os demais são documentários, um de
Torquato Joel e o outro do talentoso Diego Benevides, respectivamente. As
exibições começam às 21h.
![]() |
| Lançamentos (Foto: Divulgação) |
O TERCEIRO VELHO
![]() |
| Marcus Villar, diretor (Foto: Acervo Pessoal) |
Antes mesmo do lançamento, foi premiado
no VII Comunicurtas, realizado de 26 a 31 de agosto, em Campina Grande. Os
prêmios foram os de Melhor Filme de Ficção, Melhor Ator (Fernando Teixeira),
Melhor Atriz (Kassandra Brandão), Melhor Direção de Arte (Valdir Santos),
Melhor Fotografia (João Carlos Beltrão) e Melhor Filme Geral dividido com A Queima, de Diego Benevides. O curta, de direção de Marcus Villar, é todo em preto e branco, com 15 minutos de duração, aborda a sexualidade como reflexo de traumas e carências afetivas. No elenco estão os atores Zé Dumont, Buda Lira e Fernando Teixeira, e a atriz Kassandra Brandão. As locações aconteceram na zona sul da Capital e nas praias de Manaíra, Tambaú e Cabo Branco. A censura é 16 anos.
O Terceiro Velho foi viabilizado pela
Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope), através do Fundo Municipal de
Cultura, com apoio da Leme Produção Cultural, Pigmento Cinematográfico, Núcleo
de Produção Digital (NPD), UFPB/PRAC/COEX, Coletivo Porta Cênica e apoio
cultural da Coteminas. A produção é de Heleno Bernardo e as assistentes de produção são Janaína Araújo e Kalline Brito. O assistente de direção é o Helton Paulino. A
direção de fotografia e câmera é de João Carlos Beltrão. Na ficha técnica estão
ainda Caio Gomes e Ch Malves, no som direto e desenho sonoro; Ely Marques, na
montagem e finalização; Carlos Anísio, direção musical; Ana Dinniz, figurino;
Valdir Santos, direção de arte; Gustavo Moura, still; Cristiane Fragoso;
William Muniz, maquiagem; e Lúcio César, chefe eletricista.
Sinopse
Mostra a noite de uma prostituta que encontra três estranhos clientes de idade avançada e vivencia situações inesperadas em que desejo, medo e solidão se misturam. O roteiro, assinado por Marcus Vilar e Vinícius Rodrigues, é uma adaptação do conto O Terceiro Velho da Noite, do escritor sergipano Antônio Carlos Viana, publicado na coletânea Cine Privê (Companhia das Letras).
Elenco
Kassandra
Brandão,
nesse curta vive a prostituta, é integrante do Grupo paraibano Graxa de Teatro
e já atuou nos espetáculos Déjà Vú, Profanações, Flor da Paixão, Entre Quatro
Paredes, Do Outro Lado da Chuva, Maria Canta uma Paixão, Cinderela, [IN] Sônia e Beata Maria do
Egito.
Fernando
Teixeira,
que nesse curta vive um personagem atordoado pela lembrança de um casamento
malogrado e o seu fetiche é ver a prostituta vestida de uma maneira bastante
particular. Com um vasto currículo que começou em 1963, Fernando comemorou este
ano 50 anos de carreira, sendo homenageado com o lançamento do livro “Fernando
Peregrino – um perfil biográfico de Fernando Teixeira em 50 anos de palco”, de
autoria de Tarcísio Pereira. Ator, teatrólogo e autor, Fernando esteve em mais
de 60 espetáculo, entre eles, Navalha na
Carne, Coiteiros, Cantata Para Alagamar, Um Tomate Esmagado por um Carro, Quinze Anos Depois, Fogo Morto, Esparrela, Papa-Rabo, Que Vai Fazer, Chamar a Polícia?, Otelo, Anayde e A Bagaceira. E no cinema atuou em Paraíba Mulher Macho, 24 Horas, Eu, Tu, Eles, Por Trinta
Dinheiros, Transubstancial, Baixio das Bestas, O Sonho de Inacim e Bezerra
de Menezes.
José Dumont, esse ator paraibano é um dos três velhos do curta-metragem de Marcus Vilar. Começou a carreira em 1975, no teatro, com a peça Morro do Ouro. Em seguida, fez Morte e Vida Severina no cinema. Tem no currículo cinco peças de teatro, 50 filmes e vários trabalhos em TV. No cinema se destacam: O Homem que Virou Suco, Gaijin, Kenoma, Narradores de Javé, Os 2 Filhos de Francisco, Árido Movie, Cidade Baixa, Olga, Abril Despedaçado, Brincando nos Campos do Senhor, Os Trapalhões no Auto da Compadecida, A Hora da Estrela, Lampião e Maria Bonita, e Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia. José Dumont já recebeu mais de 30 prêmios e homenagens em festivais nacionais e internacionais.
Buda Lira, o ator paraibano interpreta nesse curta um dos três velhos. Buda atua na área de teatro desde 1970, quando iniciou as atividades no teatro amador da cidade de Cajazeira. Já participou dos espetáculos Paixão de Cristo, A Cura de um Cego de Nascença, O Aborto, Cantata Para Alagamar, Lampiaço,
O Rei do Cangão, Papa-Rabo, Paraibanadas, Auto de Deus, Retábulo e Fêmeas. No cinema, esteve em Eu sou o Servo, São Jerônimo, Cão Sedento, Moído e O Grande Kilapy.
TRANSMUTAÇÃO
Com direção e roteiro de Torquato Joel, é
um documentário de atmosfera que busca, a partir da contemplação do ofício de
fundição dos restos metálicos das exumações de um cemitério, fazer uma reflexão
sobre a existência e o caráter metafísico da fintude.
O curta de 12 minutos, tem como personagens Chico do Bronze e João Batista. A produção é de Romero Sousa; direção de fotografia, Bruno de Sales; música original, Carlos Anísio, edição, Ely Marques; e edição de som, Guga S. Rocha. Transmutação participou do Festival Internacional de Curtas Metragens, obtendo menção honrosa do Prêmio Itamaraty.
A QUEIMA
O documentário curta-metragem, dirigido
por Diego Benevides, tem 13 minutos de duração e aborda o universo mítico que
permeia os canaviais, com sensações e tradições relativas à queima da
cana-de-açúcar. O filme também retrata o personagem Seu Tião, narrador de mitos
e lendas que rondam as áreas de cultivo da cana na Zona da Mata da Paraíba,
entre elas, a possível vinda do personagem fictício Macário, nos três dias que
antecedem a queima. O curta mostra a influência direta dessas fábulas no
cotidiano nas famílias dessas regiões ricas de crenças singulares.
Diego Benevides também assina o roteiro, ao lado de Gian Orsini. Marcelo Coutinho é o assistente de direção. Os personagens são: Seu Tião, Dona Bôla, Gilson Veríssimo e Jéssica Marcolino.
Mais
informações:
Denise Vilar
Assessoria de
Imprensa
Fone: (83) 9332-8678
Twitter: @DenVilar
Fonte: Assessoria de Imprensa


Comentários
Postar um comentário